Marília Vargas começou a estudar música aos 5 anos. Inicialmente com o violino, logo descobriu seu gosto pelo canto. Debutou nos palcos aos 12 anos de idade, como Pastor na ópera Tosca, sob direção do maestro Alceo Bocchino no Teatro Guaíra, em Curitiba.
Formada em Canto Barroco na Schola Cantorum Basiliensis e em Lied e Oratório no Conservatório de Zurique, na Suíça, estudou com Neyde Thomas, Montserrat Figueras, Christoph Prégardien e Silvana Bartoli.
Uma das mais ativas e respeitadas sopranos de sua geração, Marília Vargas divide seu tempo entre o ensino, a preparação vocal de coros, e sua carreira de concertos.
Sua intensa atividade musical nas últimas temporadas inclui concertos com diferentes orquestras e formações de câmara.
Realizou inúmeras gravações para rádio e TV brasileiras e européias. Sua discografia, com mais de 20 álbuns destacam-se Engenho Novo, em parceria com o compositor e multi-instrumentista André Mehmari; Viagem Infinita; Nossos espíritos livres, vencedor da categoria melhor CD: voto público do Prêmio Concerto 2021, com Silvana Scarinci e Roger Burmester; Paisagens da China, dedicado à canção chinesa com o Ensemble Gao Shan Liu Shui; e Nove Árias Alemãs de G. F. Händel, com ornamentações de Nicolau de Figueiredo, com Juliano Buosi, Fernando Cordella e convidados.
Em 2024 estreou seu primeiro programa na Rádio Cultura FM, Mater Música - um panorama das mulheres compositoras através dos tempos. Foi Solista convidada da Orquestra Sinfônica do Paraná, OSPA, OSBA e da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Na ópera, foi Dona Loló na estreia mundial da ópera Hilda Furacão, de Tim Rescala, com a Orquestra Ouro Preto e Rodrigo Toffolo, no Theatro Municipal de São Paulo. Marília Vargas foi regente convidada do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, além de atuar em diversas formações camerísticas, como o Ensemble Bach Brasil, sem deixar de mencionar seu trabalho dedicado às mulheres compositoras.
A convite do Itamaraty, cantou “Minha Pátria”, canção chinesa em Mandarim, na ocasião da visita do presidente chinês ao Palácio da Alvorada. O vídeo da perfomance viralizou na China, obtendo milhões de visualizações e comentários.
Sua temporada 2025 inclui diversos recitais de música de câmara, além de concertos com a Orquestra Sinfônica do Paraná, OSBA, Orquestra Sinfônica de Campinas, o Messias de Händel com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o maestro Roberto Tibiriçá, além de uma nova estréia com a Orquestra Ouro Preto e o maestro Rodrigo Toffolo.
Marília Vargas é professora de Canto Barroco e Canto Erudito na Escola de Música do Estado de São Paulo e preparadora vocal do Coral Jovem do Estado.
É também professora de Canto Lírico da Escola Municipal de Música de São Paulo, e professora convidada da Academia do Neojiba, em Salvador.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Actéon, mito greco-romano presente na compilação Metamorphoses do poeta latino Ovídio (séc II d.c.), trata da história do nobre caçador que adentra com seus amigos os domínios da deusa Diana, e a flagra se banhando junto às suas ninfas. Como castigo à sua ousada usurpação, a deusa o transforma em um cervo, e ele é devorado pelos seus cães que não o reconhecem. A encenação trabalha sobre a chave da transformação em todos os elementos da obra (tempo, espaço, corpos, figurinos elenco, orquestra, luz e até espectadores) e também sugere discussões sobre as questões históricas de gênero e meio ambiente.
Uma preciosa união de artistas e apoiadores, num projeto independente financiado por uma campanha na plataforma Catarse, traz finalmente ao público estas partituras, editadas por João Rival e Paulo Galvão Filho, junto de textos dos organizadores do projeto, Marília Vargas e Juliano Buosi, assim como da pesquisadora Camila Fresca, num belo livro desenhado pelo artista gráfico Christopher Zoellner. A publicação vem acompanhada do CD com a gravação das Nove Árias Alemãs com Marília Vargas, Juliano Buosi, Fernando Cordella e convidados especiais.
Abertura da Temporada 2022 do Theatro São Pedro.
Orquestra do Theatro São Pedro
Direção Musical - Luis Otavio Santos
Direção Cênica - Mauro Wrona
Marília Vargas - Livietta/Serpina
Johnny França - Tracollo/Uberto
Felipe Venâncio - Facenda/Vespone
Naomy Schölling - Fulvia
O CD Nossos Espíritos Livres foi indicado ao Premio Concerto de melhor CD do ano 2021 e contemplado com o prêmio Público em votação.
Dietrich Buxtehude (1637 – 1707) - Cantata BuxWV 98 “Singet dem Herrn ein neues Lied”
Série Bach Brasil, dezembro 2021
Luis Otávio Santos: violino barroco , Marilia Vargas: soprano, Fernando Cordella, orgão
Último concerto do ano da Série Bach Brasil traz três cantatas relacionadas ao Natal compostas por Bach e seu contemporâneo Dietrich Buxtehude.
A música, a dramaturgia e a poesia ganham um colorido especial de um cenário histórico somado ao talento de jovens músicos e artistas convidados. Dia 19 de dezembro é dia de estreia da ópera “O Basculho de Chaminé”, do compositor luso-brasileiro Marcos Portugal (1762-1830) e libreto de Giuseppe Maria Foppa (1760-1845). Gravada no teatro mais antigo em funcionamento da América Latina, a charmosa Casa da Ópera, em Ouro Preto (MG), a ópera reúne os alunos da Academia Orquestra Ouro Preto que se apresentam ao lado das sopranos Marília Vargas e Ludmilla Thompson, dos barítonos Johnny França, Ádamo Oliveira e Sabah Teixeira e do tenor Jabez Lima.
“Nossos espíritos livres” - música na corte francesa nos séculos XVII, é um álbum inédito no Brasil. Gravado pelos músicos Marília Vargas (soprano), Silvana Scarinci (arquialaúde, teorba) e Roger Burmester (alaúde, guitarra barroca), conta também com a participação especial dos violinistas Juliano Buosi e Raquel Aranha.
VÍDEOS