Biografia

Marília Vargas – Soprano

Uma das mais ativas e respeitadas sopranos brasileiras de sua geração, Marília Vargas conduz uma intensa carreira de concertos.

Aos doze anos de idade debutou no Teatro Guaíra, em Curitiba, como o pastorzinho, na ópera Tosca. Nesta época iniciou seus estudos de canto com Neyde Thomas.
Formou-se em canto barroco na Schola Cantorum Basiliensis (Suíça, 2001) e obteve o “Konzert Diplom” em Lied e Oratório na classe de Christoph Prègardien, no Conservatório de Zurique (Suíça, 2005), onde foi laureada summa cum laude. Fez masterclasses e aperfeiçoamentos com Montserrat Figueras, Silvana Bartoli Bazzoni e Barbara Bonney.
Foi premiada no II Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, no VI Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas e bolsista das fundações suíças Friedl Wald e Margherite Meyer Stiftung. Também foi laureada com a Bolsa de Aperfeiçoamento Técnico e Artístico em Música, concedida pela FUNARTE para um ciclo de estudos de alto aperfeiçoamento na França e recebeu o prêmio João Baptista Gnoato, concedido pela Câmara Municipal de Curitiba.

Apresenta-se regularmente como solista com diversas orquestras no Brasil e na Europa, entre as quais a Orquestra Sinfônica do Paraná, Petrobras Sinfônica, Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra de Câmara de Curitiba, a Orquestra Sinfonica Brasileira (OSB), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), Aargauer Symphonie, a Orchestra of the Age of Enlightement e a Zürcher Kammerorchester; sob a regência de Howard Griffths, Jerzy Semkow, Jordi Savall, Wagner Polistchuk, Luis Otávio Santos, Claudio Cruz, Emmanuele Baldini e Roberto Minczuk.
Atua com diversos Ensembles de Música Antiga, entre eles a Capella Reial de Catalunya, sob direção de Jordi Savall, com quem gravou o CD Misteri D’Elx (Alia Vox) e atuou como Ninfa na ópera Orfeo, de Claudio Monteverdi (BBC – Opus Arte); e Le Parlement de Musique, sob direção de Martin Gester.

Sua atuação na ópera e na música de câmara a levaram a cantar no Theater Basel, Stadt Casino Bern, Tonhalle Zürich, Wiener Konzerthaus, Theatro Municipal do Rio de Janeiro e São Paulo, Sala São Paulo, Palácio das Artes (Belo Horizonte), Auditorium de Dijon, Arsenal Metz, Theatre Royal du Palais de Versailles, Helsinki Music Centre, National Center of Performing Arts (Beijing), Berliner Konzerthaus, Auditorium e Gran Teatro del Liceo (Barcelona).

Realizou inúmeras gravações para rádios e televisões européias e brasileiras (Arte, TVE, TV Cultura), além de ter sua participação em diversos CDs e DVDs.
Seus dois álbuns solo, Todo amor desta terra, fruto de intensa pesquisa de repertório de canções paranaenses ao lado de seu pai, e Tempo breve que passaste: Modinhas Brasileiras, sob direção musical de Ricardo Kanji, são projetos aprovados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba e estão ambos esgotados.Em 2014 gravou um CD de canções brasileiras ao lado do pianista e compositor André Mehmari.

Tem sido professora convidada dos mais importantes Festivais de Música e universidades de diversos países.

Idealizadora e diretora artística da I Mostra de Música Antiga de Curitiba, em projeto aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Também foi co-curadora e conselheira artística do Festival de Música Barroca de Alcântara.

A temporada de 2017 inclui um recital no Japão com o pianista Claudio Soares, a gravação de dois CDs, e o Requiem de Gabriel Faure com a OSESP.